Para ser um ministro
de música não basta conhecer a animação
litúrgica ou estar inserido em uma comunidade
de crescimento. O animador deve estar totalmente
inserido na realidade pastoral e missionária
da nossa Igreja.É importante que cada animador se pergunte:
Que tipo de discípulo eu sou? Em meu canto ecôo
a voz de Deus? Por meio da minha voz
ou meu instrumento, a comunidade sente-se motivada a elogiar
o Autor que age em mim?É fundamental que cada católico
se pergunte:
Será que eu estou colocando Jesus
Eucarístico a minha frente? Ou eu estou querendo me
colocar a frente Dele? |
| Momentos
da liturgia |
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"A
liturgia, como exercício da função sacerdotal de
Cristo, comporta um duplo movimento: de Deus
aos homens, para operar a sua santificação,
e dos homens a Deus, para que eles possam adorá-lo
em espírito e verdade." |
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Por
isso a liturgia, de um modo geral, pode ser entendida como
um diálogo
entre o Deus-Trindade e o Homem-Comunidade. Este diálogo
é composto de vários momentos.
Cada momento tem o seu "espírito" próprio,
seu sentimento peculiar, e portanto uma expressão
diferenciada. Ninguém pede perdão
de forma triunfal, nem dá um Viva tímido.
Cada momento da liturgia exige um tipo de expressão
musical. Sem conhecer o
espírito de cada momento do diálogo
litúrgico, corremos o risco de dar um Viva tão
tímido que ninguém
se sinta estimulado a responder. |
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Para
melhor conhecer as diversas expressões e celebrações
litúrgicas deveremos estudá-las com atenção
e objetividade. Neste espaço estudaremos aquela que é o ápice
da vida cristã: a Celebração Eucarística. |
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Cada
Música da Celebração Eucarística
tem seu papel e Inspiração
própria de cada momento litúrgico dentro
da celebração. Estes momentos são os
seguintes: |
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1.
Ritos iniciais |
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Preparação |
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É um
momento que foi esquecido durante algum tempo e agora está voltando ao
uso. Enquanto alguns "acolhem" os irmãos
que estão chegando para a festa da
Eucaristia, o
ministro de música pode preencher o
ambiente com um solo instrumental. Alguns
neste momento costumam ensaiar as canções que
farão parte da celebração. Pode-se também
colocar um
disco de meditação, ou das
músicas que se irá
ensaiar. O importante é criar um ambiente de
vida, pois é Cristo, Verdade e Vida, que
iremos celebrar. |
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Entrada |
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Toda
a assembléia, unida em uma só voz, canta a alegria
festiva de reunir-se como irmãos em torno
do
Cristo. Esta canção deve deixar
claro para toda a assembléia, que
festa, ou mistério do Tempo Litúrgico (A segunda
"perna" do tripé litúrgico")
iremos celebrar. Todo o povo deverá ser envolvido na
execução desta canção. |
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A
primeira impressão sempre marca todo o relacionamento.
Assim também o canto inicial marcará toda
a celebração. |
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Os
instrumentos terão a função de unir,
incentivar e apoiar o canto. Não
deverão cobrir as vozes dificultando a compreensão
do texto. Ninguém
participa de uma celebração para ser
admirado, ou para aumentar seu ibope
na comunidade. "Tocar na Missa" é um
serviço e uma oração. Todo este canto
como a procissão do sacerdote não deverão
ser demasiado longas. O canto deve terminar quando o sacerdote
chega ao altar. |
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Ato
Penitencial |
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Neste
canto aclamamos a Cristo como "Nosso Senhor" e
lhe pedimos perdão. É um canto
de repouso. Sua melodia deve traduzir a contrição de quem
pede perdão. Todo o povo deve participar deste
canto, mas admite-se um diálogo
solista-povo. |
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Não é necessário
que este canto seja muito "Florido". A simplicidade é a
melhor forma de expressar o arrependimento. O instrumentista
deve traduzir este espírito de confiança e
invocação
acompanhado de modo suave, quase imperceptível.
Para isto pode-se até excluir a percussão deste
momento. |
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Glória |
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Esta é a
canção da alegria, o canto que os anjos e
pastores cantaram para saudar o nascimento
do redentor (cf. Lc 2,14). Desde o século IV que os cristãos
cantam. Houve uma época que só os bispos o
podiam cantar. Hoje recomenda-se que toda assembléia
cante o "glória" com ânimo e alegria.
Para isso é útil bater palmas,
erguer os braços,
repicar os sinos expressando Glória
a Deus nas Alturas ... Mas é importante
não
esquecer duas coisas: Que o canto
e suas expressões devem seguir a realidade da assembléia;
que continuamos com os pés no chão,
e que o nascimento de Cristo hoje depende de nossa boa vontade. |
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Este
canto é
excluído no advento e na quaresma, nos outros
tempos deve ser executado e de preferência
"Cantado". Não é bom que seja
parte exclusiva do coral. Este poderá cantá-lo
em diálogo com o povo. |
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| glória "não
constitui uma aclamação trinitária",
Mas deve ser antes de tudo uma
manifestação da louvor a Deus-Pai e ao Cordeiro. |
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Os
instrumentos têm papel importantíssimo neste
canto. A percussão poderá ser bem explorada. É claro
que a "parte não deverá
sobressair em detrimento do todo",
mas neste canto os instrumentos poderão destacar-se
um pouco mais. |
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II
- Liturgia da Palavra |
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Salmo
Responsorial |
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Dentro
do diálogo litúrgico, este canto é a
resposta da assembléia ao
Deus que falou na primeira leitura. Como diz o próprio
nome, trata-se de um salmo, no
entanto admite-se também um canto de meditação, contanto
que seja de origem bíblica e signifique uma resposta
coerente com
a proposta divina expressa na primeira
leitura. Este canto não deveria ser nunca
excluído pois é de grande
importância à
liturgia da palavra. |
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Pode
ser executado por um solista nas
estrofes com a adesão de toda a
assembléia no refrão. O acompanhamento dos instrumentos
deve ser discreto, exceto quando o salmo for
festivo e acompanhado por todo o povo. |
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Aclamação
ao Evangelho |
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Geralmente
(menos no advento e na quaresma) a aclamação
mais usada é o Aleluia, seguido
de uma pequena estrofe que prepara a leitura do Evangelho. Não é um
canto obrigatório mas sendo executado, é preciso
que seja uma aclamação pessoal e comunitária
ao Verbo de Deus . Ao contrário
do Salmo, este canto permite
movimento e participação vibrante
dos instrumentos. Poderá haver solista,
mas o Aleluia deverá ser cantado por toda a assembléia. |
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Depois
da Homilia |
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Em
missas com crianças, ou em outras celebrações
onde a reflexão
silenciosa seja difícil, pode ser entoado um cântico,
no estilo
do Salmo Responsorial, que venha a trazer
uma manifestação em sintonia com o tema do
evangelho. |
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Profissão
de Fé |
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O Creio é
uma resposta de fé e de compromisso da comunidade
e do indivíduo
à palavra de Deus. Nele recordamos toda a história
da salvação. Por isso não
convém a utilização de formas abreviadas
que sejam profissão de fé,
mas que não resumam a fé cristã.
Quando cantada,
deve contar com a participação de
todo o povo. No entanto pela estrutura rítmica da
letra, isso se torna
muito difícil. Uma opção seria
cantar um refrão popular, entre uma recitação
e outra do Creio. |
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Oração
dos Fiéis |
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Esta
oração poderá adquirir um tom mais solene
quando cantada. As invocações devem ser
executadas por um solista, ao que o povo responde cantando.
Aqui a participação dos instrumentistas é suavíssima
e até dispensável, podendo ser
usado apenas o teclado com som de órgão. |
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III
- Liturgia Eucarística |
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Preparação
das oferendas |
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Este
é um dos cantos menos importantes da
missa. Neste momento nos preparamos
para
oferecer ao Pai, o Cristo "ao
qual nos unimos oferecendo nossas vidas,
nosso corpo como culto espiritual agradável a Deus".
Portanto, o grande ofertório da missa é após
a consagração quando já
não oferecemos o pão, o vinho, nossa vida,
nosso trabalho, mas o próprio
Cristo e todo o resto transfigurado "Por
Ele, com Ele e n’Ele". |
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Durante
o canto de ofertório normalmente também ocorre
a coleta , momento em que colocamos um pouco do que é nosso em comum.
Portanto o objetivo do canto "de ofertório"
é criar uma atmosfera de alegria,
partilha e generosidade. Pode-se dispensar o
canto e os instrumentos fazerem um solo apropriado para o
momento litúrgico. Ou ainda participar com um canto
de oferta que o
povo não conheça, desde que este não
venha a distrair a atenção do povo. |
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Oração
Eucarística |
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Tanto
o diálogo introdutório, como o prefácio
e demais orações podem ser
cantados e
dependendo da sintonia entre músicos
e celebrante, podem ser acompanhadas pelos
instrumentos. Desde que o celebrante ache conveniente e
sinta-se apto para isso. |
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Santo |
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É dos
canto principais, se não o principal, da liturgia.
Nele toda a assembléia
se une aos anjos e santos para proclamar as maravilhas do
Deus Uno
e Trino. É o primeiro canto em ordem
de importância.
É o canto dos anjos (Is 6,2s) e também
dos homens (Lc 19,38). Não teria sentido convidar
os céus e a terra, os anjos e os
santos para cantar em uma só voz, e depois somente
um coral ou
um solista executar o canto. Este é essencialmente
um canto
do povo. É indispensável a
participação dos instrumentos para solenizar esta vibrante saudação:
SANTO, SANTO, SANTO! |
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Aclamações
em particular |
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Há uma
série de aclamações durante a celebração eucarística
que poderia ser cantadas. A Oração
Eucarística V, por exemplo, permite algumas intervenções
da assembléia. O mesmo pode afirmar da Oração
Eucarística
para missas com crianças, ou sobre
a Reconciliação. O "Amém"
poderia ser cantado muitas vezes, especialmente
depois da doxologia (Por Cristo, com Cristo e em Cristo ...)
que é o grande amém da missa.. Durante a consagração é
melhor o silêncio, nem mesmo solos devem
distrair a
atenção da assembléia naquele momento.
Pode-se cantar sim a aclamação após
a consagração (Eis o mistério da fé ...). |
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Pai-nosso |
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O
Pai-nosso cantado por toda a assembléia tem grande
força e significado. É um dos grandes pontos
da Missa, exprimindo de
modo maravilhoso a comunhão entre
os irmãos. Se não for cantado por todos, é preferível
que seja recitado. Os instrumentos têm
papel de sustentação, evitando distrair a atenção
da oração. |
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Abraço
da paz |
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É costume
cantar uma canção alegre cuja letra lembre
fraternidade e caridade como fundamento da vida
cristã. Deverá ser uma melodia contagiante.
Entretanto não é essencial que a assembléia
cante. |
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Cordeiro
de Deus |
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Esta
prece, de origem Bíblica (Jo 1,29), faz alusão ao Cordeiro
Pascal, que se imola e tira o pecado do mundo.
Pode ser cantado pelo coral ou solista, mas a
assembléia deve participar da última petição: dai-nos
a paz. |
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Comunhão |
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É o
canto mais antigo da missa. Por ele, através da união das
vozes, queremos expressar nossa comum-união
espiritual
em torno de Jesus Cristo. Todos ao
redor da mesma mesa, congregados numa mesma igreja, participam
do mesmo pão. A função do canto
de comunhão é alinhavar esta união. |
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É comum
escutarmos que se deveria fazer silêncio durante a
comunhão para que um pudesse se entreter num encontro
pessoal com Cristo. Ë certo que a
comunhão dos Cristãos é um ato pessoal,
mas deve manifestar-se através de um ato comunitário.
E o canto de comunhão deve
propiciar esta manifestação de
comunidade. Por isso todo o povo deve participar entusiasticamente
deste canto. |
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O
Silêncio Eucarístico necessário ao encontro
e oração pessoal com Cristo se dá no
próximo momento. |
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Ação
de Graças |
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Após
a comunhão a assembléia, em silêncio,
adora e agradece a
presença do Cristo Eucarístico. Após
este breve silêncio pode-se cantar um salmo ou outro
canto de louvor ou de ação de graças.
Este canto não pode e não deve
excluir o momento de silêncio após a comunhão. |
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É preferível
que este canto seja breve e executado por todos. Por
isso, também para os instrumentos, não
convém longas introduções e interlúdios. É preciso
que o ministro tenha a devida sensibilidade e discernimento
para saber se este canto é conveniente em tal
momento. Evite-se o canto de ação de graças
quando a celebração já estiver
por demais prolongada |
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IV
- Ritos Finais |
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Canto
Final |
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Antes
da benção entoa-se uma ou duas estrofes de
um canto alegre e que cause a última impressão
que se irá levar da celebração.
Pode ser executado com maestria, porém
não deve ser muito prolongado. Um costume muito comum, é o
de se aproveitar este canto final para fazer uma homenagem
a Maria, mãe de Deus e nossa. |
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Após
a benção
pode-se continuar as demais estrofes
do canto final, sem a necessidade
da participação do povo. Utilizem-se todos os recursos disponíveis
para que este encerramento crie a predisposição para
o povo retornar à Festa Eucarística. |